segunda-feira, 6 de outubro de 2008

76. Sob re o Amor e o Livre Arbítrio


CLAREZAS
Margaret Pelicano

Cada um angaria as próprias dívidas
ou conquista novos espaços
tal é o poder do livre arbítrio,
colando no ser os pedaços...

Cada um afaga os seus sanhaços
planta flores, colhe frutos comezinhos...
ou tem pela frente a maledicência
erva daninha sem clemência...

Assim, traços desenhados no perispírito
formam-se anjos iluminados ou caídos,
em que alegre auxília ao próximo,
ou passa por momentos sofridos...

O excesso traz em si a semente da destruição,
faça-se pois da vida a impermanência:
a certeza de que tudo é incerteza e construção,
e de que amar e não apegar-se!

Amar é não sentir falta,
assim é o despreendimento em pauta;
assim é a força que cura, comprometimento!
Logo, felicidade é ausência de lamento

Brasília - 06/10/2008

Um comentário:

Tere Penhabe disse...

Parabéns Meg! Está lindíssimo MESMO! Valeuuuuuuuuuuu beijão
tere